Entrevista: Paloma Bernardi e Marcelo Faria falam sobre ‘O Cravo e a Rosa’
Vocês já passaram por várias cidades do país com o espetáculo. Como tem sido a interação com o público que conhece a história da “Megera Domada” e que viu a novela “O Cravo e a Rosa”?
Paloma - É uma interação de identificação mesmo, né? Por onde a gente passa, a gente está sendo bem recebido, bem acolhido. E a troca durante o espetáculo é uma troca, é recíproca, com muita identificação, com muito humor, com muita reflexão, celebrando o amor, nas suas diferenças. Porque a história, mesmo escrita lá atrás por William Shakespeare e depois Walcyr Carrasco levou brilhantemente para a televisão, agora nós estamos levando a sua novela preferida para o teatro. A gente fala sobre relacionamentos, né? É um tema atemporal, então tem sido uma grande alegria viver essa experiência no palco, com essa troca intensa, por onde a gente passa. Estou muito feliz, muito feliz, sempre casa cheia, isso me enche de orgulho.
Se a Catarina se casasse hoje com o Petruchio, como você acha que seria a relação deles no mundo contemporâneo?
Olha, essa pergunta nunca me fizeram! Eu acho que seria uma relação mais madura, mais aberta ao diálogo. Onde os dois pudessem evoluir e crescer juntos, mantendo a sua individualidade, mas ainda assim construindo algo juntos. Porque esse é o princípio da nossa peça, essa é a essência da nossa peça, da nossa história, A nossa peça se passa nos anos 20 e que hoje eu acho que a mulher, ela tem mais propriedade, mais espaço de fala para ser quem ela é. Para ser uma mulher mais engajada, mais ativista, mais emponderada e que não abre mão de jeito nenhum, né? Catarina já era isso. Ela já era à frente do seu tempo. Então hoje eu acho que ela seria isso 100%. E o Petruchio, que por sua vez, apesar do seu jeito rústico, do seu jeito é mais, como que eu posso dizer? Mais simples, né? Independente de onde ele viva, eu acho que ele vai estar mais aberto à escuta, ele vai estar mais aberto a lidar com esse relacionamento ,que a base principal é o amor. Então eu acredito que esses dois não teriam tantas brigas ferrenhas. Eu acho que a conversa, o diálogo, seria uma grande conquista para um relacionamento com tantas diferenças nos dias de hoje, como um casal mais moderno, mais contemporâneo, onde os dois precisam existir para essa relação de amor ser duradoura e inesquecível.
Além de protagonizar o espetáculo, você também está à frente da direção de produção. Essa não é a primeira vez que você também atua nos bastidores. Conte pra gente sobre como tem sido a experiência.
Marcelo - É, tem sido uma experiência intensa e desafiadora ao mesmo tempo muito gratificante. Eu já venho me envolvendo com produção há muitos anos, mas cada projeto traz as suas particularidades. O “Cravo e a Rosa”, conciliar o palco com os bastidores exige bastante foco, mas também dá uma visão mais completa, assim, do processo artístico, do funcionamento da engrenagem como um todo. É que nem cuidar de um filho, você acompanha desde a concepção até a entrega final ao público. E ver tudo isso acontecendo, com tanta entrega da equipe e acolhimento do público, tem sido muito especial.
O que mudou no Marcelo Faria ator dos tempos de Capitães da Areia, Dartagnan e os Três Mosqueteiros, Zero de Conduta e Dona Flor para o Marcelo de hoje?
Marcelo – Ah, mudou muita coisa. Principal mudança talvez seja o olhar. Com o tempo, a gente vai ficando mais maduro, mais generoso, né? Não só em cena, como fora de cena também. Quando eu olho para trás, eu vejo o Marcelo cheio de energia, vontade, curiosidade, que felizmente continuam comigo, mas hoje essa energia mais lapidada, mais consciente. Eu aprendi a escutar mais, a respeitar mais os processos e a entender que o tempo e a experiência são os maiores aliados no palco para mim hoje. O que me move é continuar aprendendo, sempre.
Com familiares em Goiânia, como costuma ser a temporada de espetáculos por aqui?
Marcelo – Ah, estar em Goiânia é sempre um prazer. Eu tenho família aqui, tenho muitos amigos, então tem esse lado afetivo de me sentir em casa mesmo, sabe? E o público goiano é sempre muito caloroso, muito generoso. A temporada acaba virando um misto de trabalho e reencontros, o que só fortalece minha relação com essa cidade. Eu sempre que venho me sinto acolhido, acolhido mesmo, de verdade.
Gostaria de convidar os leitores do site Arroz de Fyesta para a peça no Teatro Goiânia?
Marcelo - Gente, queria fazer um convite especial a todos os leitores do Arroz de Fyesta. Venham assistir “O Cravo e a Rosa”, a sua novela preferida, agora no teatro, no Teatro Goiânia. Uma comédia romântica deliciosa, com elenco talentoso, direção cuidadosa e uma história leve, divertida, cheia de emoção. A gente está preparando tudo com muito carinho para vocês, vai ser uma alegria enorme ter vocês na plateia. Até lá!















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