Teatro Nu Escuro oferece oficinas gratuitas

07/05/2025 | 0 comentários
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Nos próximos dias, a Cia de Teatro Nu Escuro segue sua agenda de 2025 voltando suas atenções para duas frentes do projeto de manutenção contemplado pelo Edital 16/2024 da Política Nacional Aldir Blanc: as oficinas formativas e a nova temporada do espetáculo “Plural”, que será apresentado nos dias 14 e 15 de maio, às 20h, no Centro Cultural UFG, com entrada gratuita.

 

As ações formativas da companhia têm início nesta quinta-feira (9), com a oficina de introdução à dramaturgia, conduzida por Hélio Fróes. As aulas acontecerão nos dias 9 (das 19h às 22h), 10 e 17 de maio (das 14h às 18h), na Oficina Cultural Geppetto. Em seguida, entre os dias 20 e 23 de maio, das 19h às 21h30, será realizada a oficina de processos criativos no teatro de grupo, sob coordenação de Lázaro Tuim, também na Geppetto.

 

As duas oficinas são gratuitas, com 20 vagas cada, e voltadas para artistas e estudantes das artes cênicas. As inscrições devem ser feitas por formulário disponível na bio do Instagram da companhia: @ciadeteatronuescuro.

 

A proposta é compartilhar práticas e saberes desenvolvidos pela Nu Escuro ao longo de seus 29 anos de trajetória. “Nossa sala de ensaio é um espaço de pesquisa contínua, e essas oficinas são uma forma de dividir o que temos aprendido e desenvolvido como grupo”, afirma Hélio Fróes.

 

Na sequência das atividades, a Nu Escuro leva ao palco do Centro Cultural UFG o espetáculo “Plural”, com apresentações gratuitas nos dias 14 e 15 de maio, às 20h.

 

Criado em 2012 pela Cia de Teatro Nu Escuro, Plural chega a 2025 celebrando 13 anos de trajetória e permanência nos palcos, como um daqueles raros espetáculos que resistem ao tempo por sua delicadeza, profundidade e beleza formal. Sob a direção precisa da bonequeira e atriz Izabela Nascente, e com dramaturgia assinada por Hélio Fróes, Abilio Carrascal e pela própria diretora, a montagem revisita o universo da infância com um lirismo que transforma a memória em matéria teatral.

 

No centro da narrativa está Maria, uma menina que rememora sua vida aos sete anos de idade, atravessando os limiares entre o mundo rural e o urbano. Esse deslocamento, vivido com olhos infantis, torna-se um espelho multifacetado dos afetos, medos, violências e descobertas que moldam a identidade. A peça se constrói como uma tapeçaria de lembranças, costurada por cenas que alternam o trágico e o cômico, o drama e a poesia, numa dramaturgia que aposta na potência dos contrastes.

 

O teatro de bonecos, aqui, não é apenas linguagem, mas linguagem expandida: os bonecos ganham vida ao lado de atores e atrizes que cantam, dançam e executam ao vivo cantigas populares, criando uma experiência sensorial que remete à infância como um lugar de brincadeira e resistência. Projeções de vídeo, música e animação se entrelaçam num jogo cênico que transforma o palco num caleidoscópio poético — onde cada fragmento revela novas cores da memória.

 

Mais do que contar uma história, Plural convida o espectador a mergulhar num tempo afetivo, onde a fragilidade e a força coexistem. É uma obra que emociona sem jamais subestimar a inteligência sensível de seu público, um espetáculo que, mesmo após mais de uma década, segue atual por sua forma inventiva e por sua capacidade de tocar camadas profundas da experiência humana.

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