João Vitor de Paiva denuncia uso de IA para criar perfis falsos com conteúdo adulto

23/05/2025 | 0 comentários
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Nas redes sociais, especialmente no Instagram, vêm se multiplicando perfis que utilizam filtros desenvolvidos por IA, para criar rostos de mulheres jovens com traços físicos semelhantes aos de pessoas com síndrome de Down. O objetivo? Vender conteúdo adulto e atrair seguidores com o apelo da "diferença" transformada em fetiche. O influenciador João Vitor de Paiva, jovem com síndrome de Down e referência nacional na luta pela inclusão, gravou um vídeo expondo sua indignação.

 

"Isso não é arte, não é homenagem. É uma exploração das pessoas com deficiência. É desrespeito com uma história real de luta e dignidade. Engajamento que vem da dor do outro não é sucesso. É crueldade.", desabafa João Vitor no vídeo publicado em suas redes sociais, que rapidamente viralizou. “A lógica disso é extremamente perversa. É uma forma cruel de retratar pessoas com deficiência. Isso reforça estereótipos, alimenta o preconceito e invisibiliza a luta por inclusão”, afirma.

 

A fetichização de corpos e pessoas com deficiência não é uma novidade, mas o uso de IA para simular esse tipo de imagem digital abre um novo capítulo no debate sobre responsabilidade nas redes e limites da liberdade digital. O maior problema, segundo especialistas, é que esse tipo de conteúdo circula livremente em plataformas que têm políticas contra discursos de ódio e discriminação, mas ainda falham na moderação de novos formatos de abuso simbólico.

 

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