Goianas vencem feira científica nacional

30/09/2025 | 0 comentários
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Duas estudantes goianas beneficiadas pelo projeto Profissionaliza Goiás - uma parceria do Senac Goiás com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) - conquistaram o primeiro lugar na categoria Referência, área de Engenharias, na IX Mostra de Ciência, Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Cultura (IX MOSCITEC), realizada em Porto Alegre (RS), de 15 a 19 de setembro. Ana Gabrielly Miranda Pereira e Anna Beatriz Gonçalves de Souza, ambas de 15 anos, sob orientação da instrutora do Senac Késia de Souza Cruz, 33 anos, desenvolveram o protótipo do Sentipulso, um smartwatch voltado para estudantes neurodivergentes, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbais.

 

A participação da equipe na Mostra aconteceu de forma online e, além de troféus e medalhas, a mesma ganhou uma credencial para a Feira de Ciência e Tecnologia das Nações (FENADANTE), que acontece no ano que vem, em São Paulo.

 

O Sentipulso surgiu durante as aulas do curso Técnico em Marketing do Senac, ministrado no Centro de Ensino em Período Integral Dr. Mauá Cavalcante Sávio, em Anápolis, unindo sustentabilidade, tecnologia e inclusão escolar. A ideia nasceu da necessidade de apoiar estudantes atípicos não verbais no reconhecimento e na regulação das emoções. Ele monitora sinais fisiológicos, como os batimentos cardíacos, e envia alertas para indicar momentos de ansiedade ou estresse. Além de oferecer mais autonomia e qualidade de vida, o dispositivo é sustentável, reaproveitando materiais e utilizando energia solar.

 

O projeto também contou com a orientação direta do professor Túlio Vadeley Araújo Silva, 29 anos, e com o apoio do também aluno Pedro Augusto Corrêa Crispim Yoshihara, 17 anos, nos testes e na prototipagem.

 

"É importante esclarecer que ainda não temos o smartwatch pronto. O que desenvolvemos foi a fase 1 do projeto: a criação do protótipo", destaca Késia. Nessa etapa, a equipe utilizou metodologias de inovação como o Lean Canvas para validar hipóteses e o método Crazy Eight para gerar ideias de design. "Fizemos um primeiro teste desenhando ícones no pulso para simular as funções do relógio e depois montamos um protótipo funcional reaproveitando materiais, como a carcaça de um relógio digital, um painel solar de calculadora e o vibra-call de um celular antigo, usando o Arduino Uno R3 como componente principal", detalha a instrutora.

 

Para o professor Túlio, o maior desafio foi justamente transformar sucata eletrônica em tecnologia inclusiva. “Isso mostrou aos estudantes que, mesmo em uma escola periférica, é possível inovar e construir soluções que impactam a vida real”, pontua.

 

Os testes foram realizados na escola com alunos atípicos, professores e familiares, cujo feedback motivou a inclusão futura de um aplicativo para monitoramento remoto. "Acreditamos que o SentiPulso pode oferecer uma forma de comunicação acessível e acolhedora, ajudando estudantes não verbais a expressarem suas emoções e necessidades, além de apoiar mães e educadores na rotina. E evitar evasão escolar entre essas pessoas que precisam da nossa atenção", afirma Ana Gabrielly.

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