Publicitário André Pupulin estreia na literatura com o livro Os Benquistos

19/12/2025 | 0 comentários
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O publicitário, roteirista e comunicador André Pupulin lança seu primeiro livro, “Os Benquistos”, uma coletânea de contos urbanos e existenciais que propõe um olhar inusitado sobre a vida a partir do encontro final: a Morte — não como punição, mas como revelação. O lançamento será no dia 20 de dezembro, sábado, das 17h às 20h, no Zimbro Cocktails & Co.

 

Com mais de duas décadas de atuação na criação de narrativas institucionais e campanhas que aproximam marcas de pessoas, Pupulin estreia na literatura revelando sua face mais íntima como contador de histórias. Em “Os Benquistos”, o autor observa silêncios, escuta pequenas dores e mergulha nos abismos cotidianos que costumamos esconder. O resultado é uma obra marcada por lirismo, ironia e delicadeza, que aborda memória, começos, fins e aquilo que ainda desejamos tornar eterno.

 

Os contos apresentam personagens comuns em seus momentos definitivos: o avarento, a mulher irritantemente feliz, o sedutor magnético, a jovem obcecada por curtidas nas redes sociais, o perfeccionista, a procrastinadora, o homem que nunca aprendeu a dizer “não”, a mulher que coleciona ressentimentos. Fragmentos da condição humana que revelam medos, culpas, vaidades e afetos mal resolvidos — personagens que, no fundo, só queriam ser amados.

 

As histórias se desenrolam em cenários absolutamente corriqueiros, como supermercados, festas de aniversário, corredores de hospital, salas de espera e dentro da própria casa. “É nesses encontros finais, conduzidos por uma Morte que pode ser sarcástica, compassiva ou até frustrada, que cada personagem é confrontado com a pergunta essencial: ‘o que fiz de mim?’”, pontua o autor.

 

Com um narrador onisciente inesperado — a própria Morte — e contos independentes unidos por uma forte unidade temática, “Os Benquistos” constrói pequenos retratos psicológicos da alma humana. Mais do que falar sobre morrer, o livro reflete sobre o que nos impede de viver plenamente: o medo, o orgulho, o silêncio, a necessidade de aprovação e a busca por uma perfeição inalcançável.

 

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