Museu Goiano Zoroastro Artiaga é reinaugurado

13/03/2026 | 0 comentários
#

Fotos: Secult Goiás

O Governo de Goiás reinaugurou, na manhã desta quarta-feira (11/03), o Museu Goiano Zoroastro Artiaga (Muza), um dos principais marcos arquitetônicos em estilo Art Déco da Praça Cívica, em Goiânia. O espaço foi reaberto ao público após passar por um amplo processo de restauração conduzido pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult).

Iniciadas em novembro de 2024, as obras receberam investimento de R$ 6,6 milhões do Tesouro Estadual e priorizaram a preservação do conjunto arquitetônico tombado. O trabalho incluiu a restauração da cobertura, alvenarias, pisos históricos, adornos e elementos decorativos, além da modernização dos sistemas elétrico e luminotécnico, reforço estrutural, drenagem, nova museografia, adequações de acessibilidade e atualização das normas de prevenção e combate a incêndios.

Durante a cerimônia de reinauguração, autoridades, servidores da cultura, artistas e público em geral acompanharam a entrega oficial do prédio restaurado à população, marcando uma nova etapa na trajetória do primeiro museu da capital.

Ao destacar a importância da restauração para a preservação do patrimônio histórico de Goiás, o governador Ronaldo Caiado afirmou que a reabertura do Museu Goiano Zoroastro Artiaga representa a recuperação de um importante símbolo cultural localizado na Praça Cívica. “Depois de anos de deterioração, o Museu Zoroastro Artiaga volta a abrir as portas totalmente restaurado. Hoje entregamos à população um patrimônio recuperado, preservando um dos principais exemplares do estilo Art Déco da Praça Cívica, que integra o maior conjunto desse estilo na América Latina”, afirmou.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, ressaltou o significado da reabertura do Museu Goiano Zoroastro Artiaga para a população e para a valorização da história goiana. “A partir de agora, quem estiver em Goiânia e passar pela Praça Cívica poderá entrar neste prédio histórico e conhecer um pouco mais das nossas origens, da nossa história e da identidade do povo goiano. Esse museu ajuda a compreender como o estado de Goiás se formou e como se tornou a potência que é hoje”, afirmou.

O superintendente de Patrimônio Histórico e Artístico da Secult, Allyson Ribeiro, destacou o cuidado técnico dedicado à preservação do edifício que abriga o Museu Goiano Zoroastro Artiaga. “O restauro representa a recuperação de um dos edifícios mais emblemáticos da Praça Cívica. O trabalho buscou justamente resgatar essas características e devolver ao prédio sua integridade arquitetônica, preservando um patrimônio fundamental para a memória cultural de Goiás”, frisou.

Giulliano Santos, coordenador da unidade, falou da representatividade que a instituição tem para a memória cultural do estado. “O Zoroastro tem um papel fundamental por ser o primeiro museu do estado e por preservar um acervo que representa a diversidade cultural de Goiás. Aqui reunimos registros da cultura material e imaterial, como fé, festas e tradições do povo goiano. A reabertura é muito importante porque o prédio enfrentava sérios problemas estruturais e precisou passar por intervenções para garantir a preservação do acervo. Agora, com o espaço recuperado, o museu está pronto para voltar a receber pesquisadores, estudantes e visitantes”, destacou.

Com a casa cheia, a reinauguração do museu também foi celebrada com a abertura da exposição “Manarairema – Arte Contemporânea em Goiás”, que reúne obras de artistas que representam diferentes linguagens e contextos da produção artística contemporânea no estado. A mostra é uma realização da Secult, com apoio da Cerrado Galeria, e integra a programação especial de reabertura do espaço.

Com coordenação de Melissa Alves e curadoria conjunta de Débora Duarte, Benedito Ferreira e Divino Sobral, a exposição parte de uma referência literária ao romance “A Hora dos Ruminantes”, publicado em 1966 pelo escritor goiano José J. Veiga. A partir do nome da cidade fictícia criada pelo autor, “Manarairema”, a mostra propõe uma paisagem simbólica que desloca a narrativa literária para o campo das artes visuais, criando um espaço de experimentação que articula passado e presente.

Comentários (0)

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário
Seu e-mail não será publicado
Máximo 1000 caracteres. 0/1000

Seu comentário será analisado antes de ser publicado.