Fieg realiza Mapeamento do Ecossistema de Inovação em Goiás

22/03/2026 | 0 comentários
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Com o intuito de identificar e integrar as principais instituições no setor de inovação e tecnologia em Goiás, o Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) da Fieg conduziu análise para mapear o ecossistema de inovação no Estado. 

 

O estudo, realizado em parceria técnica com a Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Fieg, ouviu 22 instituições dentre hubs de inovação, entidades setoriais, instituições de ensino, organizações de apoio à inovação e entidades do sistema S. O grande destaque é o alto grau de consolidação na governança dos participantes: 100% das entidades declararam possuir estrutura formal dedicada à inovação, operando por meio de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), agências, comitês ou centros de P&D. O dado reforça um cenário de maturidade institucional e a estruturação impacta no desenvolvimento de produtos, aumento de pedidos de patentes e ampliação de parcerias. 

 

Para o presidente do CDTI, Luciano Lacerda, o mapeamento serve como uma orientação para planejar medidas de inovação no Estado. _“Mais do que um diagnóstico, o relatório é um guia para orientar as próximas ações do ecossistema inovador goiano. O mapeamento inédito reúne entidades que atuam diretamente na geração de conhecimento e tecnologia e reforça que Goiás tem todas as condições de se consolidar como referência nacional em inovação aplicada ao agro e à bioeconomia”, destacou. 

 

As áreas prioritárias de atuação incluem Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), Transformação Digital e Empreendedorismo. O agronegócio também recebe destaque, como um eixo transversal, associado às áreas de bioeconomia, IA, automação e sustentabilidade. 

 

As instituições participantes apresentam dissonâncias quanto ao público e caráter de atuação: enquanto o sistema S tem uma aproximação maior com a parte operacional de indústrias, as instituições de ensino demonstram dificuldades para efetivar a transferência tecnológica. O relatório apontou ainda um potencial inexplorado de integração sistêmica, com base na variação da conexão e estruturação com indústrias a depender do perfil da instituição. 

 

Lacerda salientou ainda que “é necessário fortalecer a conexão entre pesquisa e setor produtivo, ampliando mecanismos que levem a inovação para dentro da indústria e do agronegócio. Para isso, precisamos avançar na integração entre universidades, empresas e instrumentos de financiamento, transformando conhecimento em tecnologia, tecnologia em competitividade e competitividade em desenvolvimento”.

 

O mapeamento ressaltou também que o desafio atual reside na articulação e no financiamento estruturado, com forte dependência de recursos de editais e fomento público, além da baixa adesão de instrumentos financeiros como linhas de crédito específicas e incentivos fiscais. 

 

O documento aponta para uma transição quanto à inovação, e para a necessidade de diretrizes que facilitem a transição de fomento, migrando para um modelo menos dependente de editais públicos. 

 

O novo modelo também deve buscar estimular a captação privada enquanto une a pesquisa acadêmica à indústria, consolidando a infraestrutura tecnológica dos polos regionais para garantir desenvolvimento melhor distribuído em todo o território goiano.

 

Confira a pesquisa na íntegra: https://www.fieg.com.br/portais/files/7855497c-a2fa-4ae2-a739-49cdd55dce84.pdf?contentDisposition=inline

 

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