Fieg participa de mobilização para reduzir impactos de eventos climáticos em Goiás

19/08/2026 | 0 comentários
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Foto: Naira Batista 

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) participou, terça-feira (18/8), da mobilização liderada pelo Governo de Goiás para ampliar a prevenção e a capacidade de resposta do Estado diante dos eventos climáticos previstos para os próximos meses. Durante reunião com representantes do poder público e de entidades do setor produtivo, o governador Daniel Vilela assinou decreto que institui e instala o *Gabinete de Ações Integradas*, responsável por coordenar medidas diante de situações como seca extrema, incêndios florestais, redução da disponibilidade hídrica e chuvas intensas.

Na ocasião, a Federação foi representada pelo presidente do Conselho Temático da Agroindústria (CTA), Marduk Duarte, em nome do presidente da Fieg e presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha. O encontro reuniu áreas como *Meio Ambiente*, Saúde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Economia, além de representantes de serviços públicos e do setor produtivo.

Para Marduk, a integração amplia a capacidade de antecipar problemas e preparar respostas para situações que podem afetar diretamente a produção e a população. _“É muito importante a Fieg estar representada nesta discussão. Estamos diante de um fenômeno climático que pode afetar Goiás tanto com períodos de seca quanto com chuvas de grande intensidade. A articulação do governo, reunindo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Meio Ambiente, Economia e Saúde com o setor produtivo, permite trabalhar para prevenir ocorrências e, caso elas aconteçam, já contar com um plano de ação. A Fieg e a agroindústria estão preparadas para trabalhar em conjunto com o Governo de Goiás”_, afirmou.


Menos água disponível

Um dos principais alertas apresentados durante a reunião veio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Dados da pasta apontam redução média de 30% na disponibilidade hídrica dos cursos d'água superficiais de Goiás, cenário que aumenta a atenção sobre o abastecimento público, a agricultura, a irrigação e demais atividades dependentes dos recursos hídricos.

A avaliação é de que os efeitos das mudanças no regime climático são multissetoriais. Na estiagem, a menor disponibilidade de água se soma ao calor, à baixa umidade e à vegetação seca. Com a chegada do período chuvoso, a preocupação passa também por tempestades, chuvas intensas e outros eventos capazes de provocar danos em curto espaço de tempo.

No combate aos incêndios, o Estado reforçou neste ano a participação de brigadas comunitárias, formadas por moradores capacitados para auxiliar na primeira resposta ao fogo e atuar de forma integrada ao Corpo de Bombeiros. Fiscalização, investigação de incêndios provocados pela ação humana e educação ambiental também estão entre as frentes apresentadas.

Informação a cada dez minutos

O monitoramento será uma das bases para orientar as decisões do gabinete. O Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (Simehgo) informou que conta atualmente com cerca de 280 pontos automáticos, capazes de atualizar dados a cada dez minutos.

A rede reúne estações meteorológicas e hidrológicas, pluviômetros e equipamentos distribuídos pelo território goiano. O acompanhamento alcança rios e mananciais importantes, além da qualidade do ar, com análise de material particulado e gases, especialmente relevante durante os períodos de queimadas.

Modelos numéricos também permitem acompanhar tendências climáticas com horizonte de até seis meses. Para as próximas semanas, a previsão apresentada indica possibilidade de chuvas pontuais e intermitentes, ainda sem regularidade suficiente para caracterizar o início consistente do período chuvoso. Enquanto isso, os níveis dos mananciais seguem em queda e a vegetação permanece mais suscetível ao fogo.

Saúde reforça preparação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) apresentou medidas para preparar a rede diante de ondas de calor, baixa umidade, fumaça de queimadas e outras consequências das condições climáticas. Entre as ações estão o reforço dos estoques destinados ao suporte respiratório e à reidratação, monitoramento integrado de dados ambientais e climáticos e preparação das unidades de saúde para manter o atendimento em situações de emergência.

A pasta também está orientando os municípios sobre os possíveis cenários. A partir de 24 de agosto, estão previstas reuniões com representantes regionais e municipais para disseminar protocolos e medidas de preparação.

Resposta integrada

Com a instalação do *Gabinete de Ações Integradas*, informações meteorológicas, hidrológicas, ambientais e de saúde passam a compor uma estrutura conjunta de acompanhamento e resposta. A Defesa Civil terá papel central nesse processo, com Sala de Situação para monitorar ocorrências, articular equipes e concentrar informações destinadas à população.

O sistema prevê ainda o envio de alertas por celular em situações de risco e a mobilização de equipes, equipamentos e demais recursos conforme a evolução de cada ocorrência.

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